As populações quilombolas têm lutado ativamente pela conquista, reconquista ou manutenção de seus territórios ancestrais, enfrentando diversos problemas para demarcação e titulação destes. A crença em uma suposta (e falsa) democracia racial em nosso país dificulta o conhecimento e o entendimento dos direitos conquistados por este segmento da população brasileira. Diante desta problemática, o grupo de pesquisa História em Campo (GHISCAM/UFPA), recebe para entrevista a Sra. Roseti do Socorro Melo Araújo, presidenta da Associação Remanescente Quilombola do América-ARQUIA. A entrevista, que ocorrerá no dia 04 (quarta-feira), às 16h, através do canal do Grupo de Pesquisa História em Campo (YouTube), será mediada pela professora Antonia Lenilma Meneses de Andrade, doutoranda da Universidade Estadual Paulista (UNESP/ARAQUARA) e professora da SEDUC-Pa. Para acompanhar a entrevista, acesse o link: https://youtu.be/BmklswPqxdQ
quarta-feira, 4 de agosto de 2021
quarta-feira, 28 de julho de 2021
História da África e suas diáporas: ensino, pesquisa e redes de trabalho - Com Patrícia Santos e Josivaldo Oliveira
A História da África e suas diásporas vem se consolidando nos últimos anos como importante campo historiográfico no Brasil. Este tema constitui componente obrigatório nas ofertas dos cursos de graduação em História, ocupando ainda importante espaço nos cursos de extensão das universidades nas diferentes regiões do Brasil. Evidencia-se também a composição de redes de trabalho envolvendo profissionais de instituições brasileiras e estrangeiras, o que tem influenciado bastante o aquecimento deste tema no mercado editorial brasileiro. Para tratar destas e outras questões, o grupo de pesquisa História em Campo (GHISCAM/UFPA), recebe para entrevista a professora Dra. Patrícia Teixeira Santos, do Departamento de História da UNIFESP. A entrevista conta com a mediação do professor Dr. Josivaldo Oliveira, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Para acompanhar a Entrevista, acesse o link: https://youtu.be/QnikJf4hWsc
sexta-feira, 16 de julho de 2021
terça-feira, 10 de março de 2020
“CAPOEIRA É TUDO O QUE A BOCA COME”: faces educativas de uma cultura negra no Pará, defesa de qualificação de mestrado de Antonio Alencar Filho
RESUMO
Este
trabalho problematiza a implementação do Conselho Federal de Educação Física e
dos Conselhos Regionais de Educação Física (CONFEF/CREF ́s) e sua repercussão
no Pará em relação à prática da Capoeira, a partir da Lei 9696/98. Esta lei,
possibilitou, dentre outras coisas, limitar a prática da Capoeira a uma
atividade física esportiva sujeita a intervenção exclusiva do Profissional de
Educação Física, gerando tensões com os praticantes de Capoeira. Visando
compreender a relação tensa entre as duas instituições de saber, foi analisado
o modo como a Capoeira tem sido apresentada nos currículos da Educação Física do
Instituto Federal do Pará (IFPA) – Campus Tucuruí, da Universidade Federal do
Pará (UFPA) e da Universidade do Estado do Pará (UEPA), três campos de
referência para o ensino público da Educação Física no Pará. A pesquisa também
analisou os diálogos e conflitos entre os e as praticantes de Capoeira do Pará
e o Conselho, com enfoque nas construções de resistências dos capoeiras frente
às tentativas de apropriação da Capoeira emanadas pelo CONFEF. Visando
compreender os limites da apropriação da Capoeira pelo sistema, foi realizado
trabalho de campo junto a um grupo de Capoeira Angola denominado Malungo Centro
de Capoeira Angola, para analisar se suas práticas culturais estão além ou não
da concepção de Capoeira do sistema CONFEF/CREF ́s e do alcance dos currículos
da Educação Física no Pará, especificamente do IFPA – Campus Tucuruí, da UFPA e
da UEPA. As principais fontes foram entrevistas concedidas por representantes
do CREF18, Mestres de Capoeira do Pará, as resoluções internas dos Conselhos,
os comunicados e a página eletrônica do sistema CONFEF/CREF ́s. O método do
procedimento técnico dessa investigação em que favoreceu a orientação e análise
objetiva do estudo dos fatos foi baseada na metodologia da história oral
(THOMPSON, 1992), análise documental e atividade de campo, como etnografia (BRANDÃO,
1999). Em relação à historiografia da capoeiragem paraense lançou-se mão dos estudos
de Leal (2008) e Salles (2015), no caso da Educação Física brasileira, de
Castellani Filho (1994) e Neira e Nunes (2009). Referente ao sistema
CONFEF/CREF ́s, especificamente, a pesquisa sucedeu-se via documentos, artigos
científicos, fontes digitais da página oficial do CONFEF, dissertações, teses,
leis, entre outras. Durante o estudo de caso foram verificados evidências e
fatos concretos de intervenções do sistema CONFEF/CREF ́s na Capoeira e as
resistências dos e das capoeiristas de vários lugares do Brasil, Nozaki (2004).
No Pará, as estratégias dos capoeiras, como forma de resistência, foram
múltiplas. Variava da adesão parcial à sabotagem sutil ao sistema. Uma relação
tensa, mas reveladora da ausência de afinidades entre as duas instituições.
Visando compreender os sentidos próprios da Capoeira em relação ao tema da
Educação Física, após realizar trabalho de campo junto ao Malungo Centro de
Capoeira Angola, considerado como tradicional em relação à prática da Capoeira,
observamos sentidos e práticas que não cabiam na definição de Educação Física dada
pelo sistema CONFEF/CREF ́s. Longe de ser apenas “uma atividade física
esportiva”, a Capoeira vivenciada no Malungo Centro de Capoeira Angola se
revelou como um instrumento de educação cultural cuja densidade não cabe nas
definições de formação exclusiva do Profissional de Educação Física. Os
resultados revelaram um distanciamento imenso entre as duas instituições de
saber. Apesar de ambas possuírem caraterísticas educacionais em suas bases, a
prática da Capoeira não se limita aos aspectos esportivos. Trata-se de uma
prática cultural negra com imensa potencialidade para a educação e a formação
de identidade. Enfim, a Capoeira pode estar na Educação Física, porém a
Educação Física talvez não esteja e não seja Capoeira.
Palavras-chaves:
Capoeira; Educação Física; CONFEF/CREF ́s; Esporte; Cultura; Pará.
PAU E CORDA: O CARIMBÓ E O PROCESSO DE ANTROPIZAÇÃO VIGIENSE, defesa de qualificação de mestrado de Raimundo Paulo Monteiro Cordeiro
RESUMO
Este
trabalho trata dos impactos ecológicos e culturais do processo de antropização
da região do Salgado, em particular na região de Vigia, em torno da prática
cultura negra do carimbó e sua manutenção. O carimbó, segundo Leal (1995), é
todo um conjunto musical que envolve os instrumentos e a dança. Desse modo, a
ação antrópica do homem na natureza, o lócus da pesquisa é a região do Tauapará
que pertence à cidade de Colares, onde estão localizadas as comunidades
quilombolas de Cacau, Ovos e Terra Amarela, e também as comunidades tradicionais
de Santo Antônio do Tauapará, Bom Jesus e Conceição. Essas comunidades possuem
uma teia de relações sociais e culturais com aquelas comunidades quilombolas e estão
intrinsicamente ligadas com a história da escravidão e de suas heranças
culturais do carimbó. Essas comunidades possuem uma área de floresta que se
utilizam como forma de sobrevivência. É basicamente dessa floresta que os
grupos de carimbó dependem para a manutenção dos instrumentos musicais. A
pesquisa baseia-se em análise qualitativa de dados obtidos a partir de
entrevistas e diário de campo (CHIZZOTTI, 2003). A partir das narrativas obtidas
durante a pesquisa foi possível perceber que: ainda persiste o mito da
“floresta virgem” (DEAN, 1995, p.38), e que os mateiros e caçadores compreendem
a floresta com algo isolado da realidade da comunidade. Aqui será necessária a
quebra do paradigma ecológico (INGOLD, 2015) da dualidade de cultura x natureza
inventada pela ciência do ocidente. Não há limites entre natureza e cultura se
entendermos a natureza e a cultura como uma coisa só. A natureza e a cultura
são um organismo, uma totalidade indivisível que se desenvolve constantemente.
Não se trata de apropriar-se do ambiente pela mediação da cultura,
incorporando-o na nossa teia de significados humanos, mas de reconhecer a singularidade
das perspectivas dos diversos organismos no seu habitar o mundo.
Palavras-chave:
Carimbó. Instrumentos musicais. Identidade negra.
quarta-feira, 29 de maio de 2019
DEFESAS E QUALIFICAÇÕES DE MESTRADO DO GHISCAM
Ao longo do mês de junho, o Grupo de Pesquisa História em Campo participará de uma série de defesas e qualificações de mestrado em que o prof. Augusto Leal está na condição de avaliador ou orientador. Todas são temáticas de pesquisa de mestrado de membros do nosso grupo de pesquisa.
CRONOGRAMA
Dia 6 de junho, 14:30, no CEMEC/UFPA Castanhal, teremos a defesa de Rafael Ribeiro, com a pesquisa A Teucy é uma Nação Própria": Transnação e Malha Ritual no Culto às Folhas na Tenda Espírita de Umbanda Yacira- Ananindeua-PA
No dia 7 de junho, 14:30, no CEMEC/UFPA Castanhal, teremos a defesa de Luciane Camões, com a pesquisa “ELAS JOGAM, TOCAM E CANTAM”: PRÁTICAS E DISCURSOS SOBRE A EXPERIÊNCIA HISTÓRICA DE MULHERES CAPOEIRISTAS NO PARÁ.
No dia 17 de junho, 14:30, no Campus de Cametá, teremos o exame de qualificação de Antônio Alencar Filho, com o trabalho EDUCAÇÃO FÍSICA É “TUDO O QUE A BOCA COME?”: a implementação do sistema CONFEF/CREF’s e sua repercussão no Pará em relação à prática da Capoeira.
No dia 27 de junho, 14h, no Campus de Ananindeua, teremos o exame de qualificação de Alerrandson Pinon, com o trabalho O ENSINO DE HISTÓRIA DA ÁFRICA NO BRASIL: RECURSOS DIDÁTICOS E DIGITAIS PARA UMA EDUCAÇÃO VOLTADA PARA AS QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS.
Vejam suas agendas e participem das avaliações dos nossos colegas.
GHISCAM e o dia da África de maio de 2019
O dia 25 de maio é considerado o Dia de África porque foi
neste dia, em 1963, que se criou a Organização de Unidade Africana (OUA), na
Etiópia, com o objetivo de defender e emancipar o continente africano. Em 1972,
a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 25 de maio como o Dia
da África ou o Dia da Libertação da África. Em 2002 a OUA foi substituída pela
União Africana mas a celebração da data manteve-se.
Este dia recorda a luta pela independência do continente
africano, contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim
como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e
livre.
In https://www.calendarr.com/portugal/dia-da-africa/
Nosso grupo de pesquisa tem, entre suas linhas, a temática
do Ensino e pesquisa sobre História da África.
Véspera da comemoração deste ano, tivemos o prazer de
defender o primeiro trabalho de pesquisa, em nível de mestrado, sobre o tema. A
profa. Janice Rodrigues, sob minha orientação, defendeu a dissertação ENTRE
DISCURSOS E REPRESENTAÇÕES- O LIVRO DIDÁTICO E NACIONALISMO NA ANGOLA
INDEPENDENTE (1975-1980), com brilhantismo.
O trabalho foi bastante elogiado pela banca, pela qualidade
e pela originalidade.
Escrever sobre África, a partir da Amazônia, é um desafio
que temos semeado na graduação e alcançou o mestrado. Desejo que siga para o
doutorado em breve.
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